Circo Escola Sangine Pequenos e Grandes realiza roda de leitura em celebração ao Dia Internacional da Mulher
Roda de leitura no Circo Escola Sangine Pequenos e Grandes reúne comunidade para refletir sobre memória, protagonismo feminino no circo e enfrentamento à violência contra as mulheres.
06/03/2026
O dia 8 de março, reconhecido mundialmente como o Dia Internacional da Mulher, é uma data de memória, luta e mobilização social. Sua origem remonta às reivindicações de mulheres trabalhadoras no início do século XX, que lutavam por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de direitos. Ao longo das décadas, a data passou a representar também a denúncia das diversas formas de violência e desigualdade que atingem as mulheres em diferentes contextos sociais.
No Brasil e no mundo, o 8 de março tornou-se um momento importante para fortalecer o debate público sobre violência de gênero, autonomia das mulheres e valorização de suas trajetórias, incentivando iniciativas culturais e educativas que ampliem a visibilidade das experiências femininas na sociedade.
Com esse espírito, o Circo Escola Sangine Pequenos e Grandes, na região do Cariri cearense, realizará no dia 8 de março, às 14 horas, uma roda de leitura dedicada à reflexão sobre a presença das mulheres no circo e na cultura popular. A atividade integra as ações formativas do projeto e busca promover um espaço de escuta, diálogo e reconhecimento das histórias de mulheres que constroem o universo circense.

A roda de leitura contará com a participação de educandas, educadores e integrantes da comunidade, que irão compartilhar leituras e reflexões inspiradas nas trajetórias de mulheres do circo cearense. Entre as convidadas está Ayla Gabriela, artista circense cuja trajetória integra o livro Mulheres no Picadeiro: Arte, Gestão, Cuidado e Memória do Circo Cearense, organizado pela socióloga Cristina Diôgo.
Para Ayla Gabriela, participar desse momento é também uma forma de afirmar o lugar das mulheres dentro do circo. “O circo sempre foi um espaço de muita força feminina, mas muitas dessas histórias ficaram invisíveis por muito tempo. Quando a gente se reúne para ler, conversar e contar essas memórias, a gente fortalece umas às outras e mostra para as meninas mais novas que elas também podem ocupar o picadeiro”, afirma.
Segundo a organização do evento, a roda de leitura pretende aproximar a comunidade do debate sobre memória, cuidado e participação das mulheres nas artes circenses, além de contribuir para ampliar a conscientização sobre a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.
“Celebrar o 8 de março no Circo Escola Sangine Pequenos e Grandes é também reconhecer o papel fundamental das mulheres na construção da história do circo. Muitas vezes elas estiveram no picadeiro, na gestão, no cuidado com as famílias circenses e na transmissão dos saberes, mas nem sempre tiveram suas trajetórias registradas e valorizadas.

‘A roda de leitura que estamos realizando é um momento de escuta, reflexão e valorização dessas histórias. Ao conhecer as experiências de mulheres do circo cearense, como as que estão presentes no livro Mulheres no Picadeiro, fortalecemos a memória cultural e também ampliamos o debate sobre temas urgentes, como o enfrentamento à violência contra a mulher.
Para nós, que desenvolvemos um trabalho de formação com crianças, adolescentes e jovens, é fundamental que as novas gerações cresçam compreendendo o respeito, a igualdade e o reconhecimento das mulheres como protagonistas da cultura e da sociedade. O circo também é um espaço de educação, de cidadania e de transformação social.” ( Josivan Lima, Coordenador Geral do Circo Escola Pequenos e Grandes)
Ao promover esse encontro no Circo Escola Sangine Pequenos e Grandes, o projeto reafirma o papel da cultura como espaço de formação crítica, valorização das trajetórias femininas e fortalecimento das redes de apoio e solidariedade entre mulheres do território.